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  • Writer's pictureMauro C. Souza

Copresença


Eu digo a mim mesmo para ter cuidado para não cair em unilateralidade permanente, escolhendo o conjunto de características apolonianas ou dionisíacas. Ambos estão integrados ao Ubermensch, o que sugere Nietzsche, por meio de Zarathustra. Às vezes eu preciso de um - às vezes do outro. A questão importante é a seguinte: como devo me comportar - neste exato momento - para equilibrar um extremo oposto? Percebo que não preciso tomar cuidado para cair numa unilateralidade permanente, pois sou uma unicidade permanente, e esse é o destino de todos. Meu impulso cultural é forte e pode ser ao mesmo tempo: apolíneo e dionisíaco, de acordo com diferentes características, e ambos estão inseridos no que eu sou. Meu corpo precisa tocar outros humanos, mover-se, agonia e êxtase para ser o que é, e certamente tenho emoções entrelaçadas com meu intelecto, e fé com razão. Portanto, concordo com Nietzsche na beleza do resultado produzido a partir do princípio dionisíaco e sinto que a combinação correta e equilibrada de apolíneo e dionisíaco tornará o mundo em que vivo muito melhor, não no sentido suntuoso, mas no estético.

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