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POEMS

"A MULHER E A MENINA"

By Mauro C. Souza

Sou mulher, mas também menina.

Mais mulher que menina por obrigação ou trauma,

Por drama da alma,

Quanto mais posso, mais sou menina que mulher.

Sou tenaz e vulnerável,

Segura de mim, mas maleável.

Medrosa e dividida, mas estranhamente decidida.

Sou menina fácil, me faça feliz.

Não abuse de mim, me conquiste.

Não me use, não nasci meretriz.

Gosto de ser apreciada pelo que sou,

Sem ser idolatrada,

Preciso ser considerada, desafiada, enfurecida, contestada,

Até mesmo ferida quando contradita.

Na cama, antes de dormir,

Quero ser ouvida e compreendida,

Nunca. . . Nunca . . . Abandonada.

Amo a liberdade de ser eu

Só eu sei o que passei para ser quem sou.

Eu não tenho preço, eu exijo de você,

Sempre que possível, um elogio.

Não me imponha, me explique,

Não me mande, venha comigo,

Não me ensine, me mostre.

Não me exija, me entenda.

Se estiver triste, não tente me acalmar,

apenas me abrace.

Não se contente comigo, deite-se comigo,

e espere que a noite passe.

Porque a menina tem medo do escuro

e não tem disfarce.

Quando a menina dorme,

a mulher nasce

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